Novo ataque quebra proteção de rede sem fio em 1 minuto

Pesquisadores do Japão desenvolveram uma técnica para quebrar o sistema de criptografia WPA, usado em pontos de acesso de redes sem fio, em apenas 1 minuto. O  ataque foi desenvolvido por Toshihiro Ohigashi da Universidade de Hiroshima e Morii Masakatu da Universidade de Kobe, que pretendem discutir detalhes em uma conferência técnica agendada para o dia  25 de setembro, em Hiroshima.

Em novembro passado, pesquisadores de segurança demonstraram como o WPA poderia ser quebrado, mas os pesquisadores japoneses conduziram o ataque a um novo nível saindo da teoria e entrando, de fato, na prática.

Os sistemas de criptografia usados por pontos de acesso de redes sem fio possuem uma longa história de problemas de segurança. O Wired Equivalent Privacy (WEP), sistema introduzido em 1997, foi quebrado apenas alguns anos mais tarde e hoje é considerado totalmente inseguro por especialistas em segurança.  Já o padrão de criptografia WPA com TKIP  foi desenvolvido como uma espécie de método de criptografia provisória e as melhores práticas apontam para a necessidade de configuração da criptografia de redes sem fio utilizando-se o padrão WPA 2.

Se você utiliza como padrão de criptografia o WPA com TKIP, mude para AES ou configure o padrão WPA2.

Visto em http://www.carlosnaves.com

Abraço!

Eficiência do suporte Linux

Olá Linuxers!
Cheguei a casa e fui pro micro ver os emails, percebo o aviso de atualizações indicando “atualizações disponíveis”, mas não cliquei pois precisava conferir os emails (depois eu vejo o que têm pra atualizar). Termino de ver os emails e começo a navegar nos blogs sobre Linux e Ubuntu, paro então no Planeta Ubuntu, lá estava um post avisando para usuários do Ubuntu 8.04 a atualizar o SUDO, pois havia falhas de segurança. Aí lembrei! Será que o aviso no meu sistema é referente ao SUDO?

A data do meu sistema está em 18/02/09; e a data da publicação da vulnerabilidade, foi no dia 17/02/09, conforme abaixo:

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Ubuntu Security Notice USN-722-1 February 17, 2009 sudo vulnerability CVE-2009-0034 ===========================================================
http://www.ubuntu.com/usn/usn-722-1

Esse é um dos grandes motivos do Linux ser um sistema muito mais seguro que o Windows. As atualizações chegam em questão de horas ou em poucos dias. Para quem já usa Linux, isso não é nenhuma novidade, mas queria deixar este post mostrando o porquê do Linux ser mais seguro.

Boa sorte!

Telemóvel pode “atacar” redes Wi-Fi

A empresa de programação de código aberto NeoPwn desenvolveu uma plataforma de testes de penetração Wi-Fi para telemóveis baseados em Linux. E este software pode albergar várias formas de ataques a redes sem fios. A plataforma da NeoPwn corre uma versão modificada do kernel de Linux 2.6.24 sobre o Debian Linux e o smartphone Openmoko Neo Freerunner, e pode albergar uma lista de mais de 70 ataques a redes sem fios, como o KARMetasploit ou o “crack” Caffe Latte WEP. De acordo com as estimativas, uma rede WEP pode ser invadida em cinco minutos num modo de aplicação cliente, ou em 14 minutos numa operação sem aplicação cliente.
As ferramentas de testes de penetração são normalmente utilizadas a partir de um computador portátil a correr Linux, mas a NeoPwn conseguiu encaixá-las num dispositivo manual que pesa apenas 133 gramas, com um ecrã táctil VGA de 2,8 polegadas e com suporte a GSM tri-band, 802.11b/g, Wi-Fi, Bluetooth e GPRS. O sistema operativo Debian arranca a partir de um cartão microSD integrado. Quando não está a ser utilizado para testes, o dispositivo funciona como um telemóvel GSM normal. Não dispondo de um teclado, o software da NeoPwn realiza os testes e lança os ataques de forma automática a partir da sua interface de utilização gráfica. De acordo com o fabricante, foram criados vários scripts para que utilizador possa executar os passos necessários para automatizar tarefas como controlo de hardware, lançamento de aplicações e testes de penetração automáticos.

Esta matéria foi vista em Computerworld Portugal, o motivo de postar aqui é apenas para alertar aos usuários de redes Wi-Fi a utilizarem chaves criptográficas que sejam mais seguras, como por exemplo a WPA2, embora não exista rede wireless 100% segura atualmente, é uma barreira a mais para impedir intrusos na rede.

Quando fizer uma rede doméstica não se esqueça de efetuar as seguintes alterações:

  1. Ativar a  chave WPA2 no roteador.
  2. Cadastrar o MAC da placa wireless no roteador para que somente essa placa acesse o aparelho.
  3. Desabilitar o broadcast no roteador depois que a máquina cliente conectar via dhcp, desta maneira o seu ESSID “some”, e ninguém poderá visualizar a sua rede fácilmente, repare que desta forma cria-se uma barreira a mais e a rede fica mais protegida.
  4. Alterar a senha do roteador, esses equipamentos vêm de fábrica com uma senha padrão, e ninguém se preocupa em alterar, logo, todos os crackers conhecem essas senhas.
  5. Criar um ESSID original e de difícil dedução.

Na internet existem centenas de dicas para montar uma rede doméstica, aqui vai uma dica do mestre Morimoto.

Neste link é explicado com mais detalhes sobre formas de elaborar uma rede mais segura.

No caso de provedores, a situação é ainda pior, pois são justamente os que deveriam fornecer maior proteção ao seu cliente utilizando encriptação, mas infelizmente o que se vê por aí é o inverso. Na minha cidade por exemplo, o meu provedor usa chave WEP, e o concorrente não usa absolutamente nada, apenas cadastra o MAC do cliente. A rede é aberta, qualquer um pode escanear pela vizinhança, obter o MAC e entrar. Incrívelmente, estou mais vulnerável a ataques de vizinhos do que navegando na internet, pois o que existe no meu caso é uma NAT (veja as vantagens de uma NAT no link). É claro que existem outras formas de burlar esse tipo de “segurança” mas não vou discorrer sobre esse assunto. O motivo desta materia é mostrar duas coisas, alertar que as redes Wi-Fi não são e nunca foram 100% seguras (usuário que não se preocupa na configuração da rede) e o que é possível fazer com um Linux, mais especificamente a distribuição Debian (a que eu uso).

Até a próxima!

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